domingo, 15 de novembro de 2009

NÃO EXISTE POLUIÇÃO

Fala-se frequentemente que há muita poluição no planeta. Que o ar está sendo poluído pela emissão de gases tóxicos, proporcionada pelas indústrias químicas, pelas de transformação como as siderúrgicas, as do papel, as de cimento. O ar recebe também uma quantidade enorme de material estranho proveniente da combustão de motores movidos a produtos fósseis. Há, enfim, uma quantidade enorme de agentes do progresso tecnológico que poluem o ar. O que é o ar? A composição gasosa em que predominam o oxigênio (20%) e o hidrogênio (80%), conhecido por atmosfera, existindo em uma camada muito fina e frágil (mais ou menos 3.000 metros) em torno da Terra. Não é só isso. É muito mais: é o elemento básico, pelo oxigênio, que mantém a Vida, tanto na terra quanto no mar.
Dizem que há poluição das águas. Que os esgotos domésticos e industriais, insalubres e poluentes, são jogados nos rios e, por conseqüência, nos mares e oceanos, carregando quase sempre metais pesados que, indiretamente, são ingeridos pelos peixes. Quando não escoam, são conduzidos para as camadas inferiores da terra, atingindo os lençóis freáticos, última reserva de água doce pura. O que é água? Um elemento essencial para toda a cadeia energética da Vida.
Afirmam que as atividades agrícolas provocam a poluição do solo pelo emprego de fertilizantes químicos, de agrotóxicos e pelas chuvas ácidas, além de seu enfraquecimento pela exploração intensiva e emprego de máquinas pesadas no revolvimento da terra. O que é o solo? É o repositório da vida vegetal auto-reciclável, desde que não haja interferência em seu frágil equilíbrio, obtido pela dinâmica estrutural e sazonal.
Revelam ainda que os oceanos estão sendo poluídos pelo lixo civilizacional, encontrando-se no Pacífico um entulho nauseabundo, formado pelo redemoinho de corrente oceânica, constituído principalmente de material plástico, numa área correspondente ao Estado do Amazonas, o que provoca a sua ingestão acidental ou indireta pelos peixes.
Emprega-se a palavra poluição em todas as ocasiões. É a qualificação verbal do momento. Um modo de deslocar o verdadeiro entendimento do que está acontecendo. Foi consagrada para descrever, eufemisticamente, as ações resultantes das atividades da economia de mercado.
Vamos consultar o dicionário para esclarecer os aspectos dessa palavra: poluir significa sujar, manchar, macular. Essas acepções nos conduzem à idéia subjacente de reversão. Daí, nosso subconsciente fica informado de que a poluição pode, em qualquer ocasião, ser limpada, desmanchada e desmaculada. Logo, poluição não é algo muito importante. Isso ajuda a encobrir os pecados do sistema econômico e serve aos seus verdadeiros propósitos, o lucro progressivo e ilimitado.
Estas considerações se impõem para externar sem rodeios que poluição não existe. Apesar de tudo que ficou dito acima, poluição não existe. O que existe efetivamente é o envenenamento. Esta é a palavra certa para indicar a verdadeira dimensão da tragédia por que passa a biodiversidade. As ações civilizatórias do último século, calcadas exclusivamente nos objetivos de crescimento econômico, têm produzido – e continuam produzindo aceleradamente – o envenenamento da atmosfera, das águas e dos frutos do solo.
Temos respirado ar envenenado, bebido água envenenada e comido alimentos envenenados. As doses são baixas atualmente, e os efeitos são diluídos ou camuflados por outras etiologias, provocadas estas pelo conforto tecnológico, outra anomalia social que o sistema tecnológico vigente implantou e do qual falaremos oportunamente. Mas a aceleração industrial indica níveis mortais para um futuro próximo.
É preciso deixar bem claro que a humanidade está sendo envenenada lenta mas progressivamente. Que fiquem todos conscientes dessa situação ambiental. Não há poluição; há envenenamento.

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

SEMENTES TRANSGÊNICAS

Fazemos a seguir uma análise do artigo de dois cientistas, dirigido aos países da África, quando relatam os benefícios propiciados pelas sementes geneticamente modificadas.

Entendemos que a divulgação de artigo, pretensamente científico, dos medalhões Piero Morandi e Ingo Potrykus, no final transcrito, constitui uma peça tendenciosa, capciosa e maliciosa que, ao contrário do que parece, desinforma sobre a verdade dos alimentos geneticamente modificados. Chegam ao ponto de comparar computador a semente, esquecendo-se que objeto não tem nada a ver com um ser vivo.

As considerações apresentadas pelos citados articulistas são, genericamente, corretas no estrito enfoque tratado. Mas justamente aí é que reside a armadilha. Usaram da artimanha do diversionismo e de visão histórica infiel para alcançar seus objetivos ocultos. As sementes – e outros tipos de material genético de propagação – são ou eram o único insumo que restava nas mãos do agricultor. Portanto, as sementes não são a primeira, mas a última cidadela que ainda resiste às furiosas investidas das empresas privadas.

De fato as sementes de soja germinam. Só que para semeá-las ou reproduzi-las, o agricultor tem que pagar royalties para a empresa detentora da tecnologia. E isso é o de menos. O pior é que não há previsibilidade alguma sobre o desenvolvimento reprodutivo das sementes GE. Sabe-se, perfeitamente, que a Natureza trabalha com o acaso na formação do cromossomo de novo ser. Isso é que provoca essa imensidão de faces humanas diferentes e que propicia a dinâmica evolutiva. O fato mais significativo, portanto, é que a segurança constitui-se no calcanhar de Aquiles da biotecnologia. Se os benefícios são bastante discutíveis, os riscos são altos e desnecessários.

Para melhor entendimento da matéria, vamos supor que estivessem fazendo a descrição de uma moça estéril que encontra dificuldade para encontrar um casamento. Trata-se de uma mulher extremamente feia de rosto e corpo, mas que possui um belo cabelo prateado. Pois bem, os mencionados cientistas se ocuparam apenas em descrever os encantos dessa moldura facial. Para não mentirem, não fizeram qualquer alusão aos demais dotes naturais, físicos ou morais.
Eles falam das excelências do organismo geneticamente modificados, identificados pela sigla GM (geneticamente modificados). Não precisava, porque naturais; todos estão de acordo. Adiante, referem-se aos geneticamente engenheirizados (GE), sem esclarecer o que é isso, dizendo apenas que “porque as modificações genéticas são mais precisas e predizíveis que as que se faziam no passado”. Com isso, embaralham a questão, dando a entender que GM e GE são procedimentos análogos.

Essa ingerência genética está muito bem exposta, de forma clara e honesta, pelo nosso digno e competente engenheiro-agrônomo Antonio Radi em um despretensioso trabalho de informação. Para a devida apreciação do assunto por parte dos seus leitores e amigos, transcrevemo-lo a seguir:

“É muito comum ouvirmos o pessoal chamar os transgênicos de OGM (Organismos Geneticamente Modificados). Bem, isto não é lá muito exato, pois se todo transgênico é um OGM, nem todo OGM é um transgênico. Explico já.
O homem vem há milênios lançando mão de técnicas de melhoramento genético animal e vegetal. Com estes procedimentos busca-se, dentro de determinadas populações, os indivíduos com as características mais desejáveis para a propagação. Como exemplos de características desejáveis podemos citar produtividade, precocidade, resistência a pragas e doenças, resistência a seca, sabor, entre tantas outras. Dessa forma, a produção e consumo de OGMs é muito, muito antiga.
Recentemente, com o avanço da engenharia genética, o homem passou a criar os OGM-T que são os Organismos Geneticamente Modificados Transgênicos. Bem, mas o que difere fundamentalmente um OGM de um OGM-T?
No melhoramento genético tradicional, promove-se o cruzamento entre indivíduos da mesma espécie em busca daquelas mencionadas características desejáveis. Este tipo de cruzamento ocorre, claro, espontaneamente na Natureza; o que o melhorista faz é apenas acelerar o processo de troca de genes agilizando a produção de novos indivíduos (chamados de variedades ou híbridos em vegetais e de raças em animais).
Já no OGM-T a coisa muda de figura; na transgenia temos a troca de genes entre indivíduos de espécies diferentes. Ora, é óbvio que este cruzamento jamais ocorreria naturalmente. Para transferir genes de uma espécie para outra os geneticistas utilizam-se de algumas ferramentas principais, a saber:
Vetores biológicos: o principal é a Agrobacterium, uma bactéria de solo. O DNA da bactéria é substituído pelo DNA de interesse e esta, por sua vez, fará a transferência deste novo DNA à espécie vegetal que se pretende modificar. Este processo funciona como uma infecção programada.
Vetores não biológicos: consiste no bombardeamento do tecido que se pretende modificar com micropartículas de ouro ou tungstênio recobertas pelo DNA de interesse
Eletroporação: o DNA de interesse penetra pela membrana celular tornada permeável através de choques elétricos ou produtos químicos.
Microinjeção: o DNA de interesse é introduzido diretamente na célula.
Estas técnicas permitem a criação de plantas como, por exemplo, o milho transgênico chamado de Bt, cujo cultivo foi liberado recentemente em nosso país. Neste caso, os pesquisadores introduziram no milho nosso de cada dia o gene de uma bactéria chamada Bacillus thuringiensis que produz uma toxina letal para algumas espécies de lagartas que atacam a cultura. Com o gene da bactéria em seu DNA, as plantas de milho passam agora a produzir a citada toxina inibindo o ataque das pragas, ou seja, o milharal moderno não produz mais somente grãos ou silagem; produz também inseticida biológico.”
Vemos que há neste artigo o propósito de esclarecer. No abaixo transcrito, assinado pelos dois cientistas, o de confundir.
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“Dois biólogos destacam o dever moral de permitir os cultivos geneticamente modificados.

Por Piero Morandini e Ingo Potrykus

ROMA, domingo, 25 de outubro de 2009 (ZENIT.org).- Há um temor difundido nos meios de comunicação, no público e também entre os bispos de que as novas variedades de sementes farão os agricultores africanos economicamente dependentes das empresas sementeiras. Esta possibilidade pode ser verificada com as sementes, mas também com muitos outros produtos das biotecnologias, assim como para os de outras tecnologias diversas.

Muitos produtos de hoje são como as "caixas pretas". As pessoas não conseguem compreender o que acontece dentro (basta pensar nos celulares, na televisão, nos motores, etc) e por isto têm pouca ou nenhuma capacidade de repará-los ou de mudá-los de alguma forma. Para as tecnologias mais antigas o problema é menos sentido. Tomemos como exemplo uma bicicleta: consegue-se distinguir suas diferentes partes, como os pedais, as rodas e a corrente; podem-se desmontar facilmente e voltar a montar os freios e as rodas.

Em uma palavra, conseguimos entender e controlar melhor esta tecnologia, ainda que se tenha de admitir que não sabemos criar seus produtos por nós mesmos. Coisas como os computadores ou as sementes são muito mais complicados de entender, e em consequência somos menos capazes de criá-las ou ainda de apenas alterá-las.

Esta crescente dependência de quem proporciona a tecnologia pode não ser facilmente aceita, mas é algo irreversível e generalizado. E não deve ser considerado como negativo em si mesmo, já que permite obter benefício de tantas tecnologias, ainda que tenhamos pouco controle sobre elas. Seria, portanto, injusto expressar preocupação pela dependência só por quanto diz respeito às sementes e em particular para as sementes com os métodos das modernas biotecnologias (comumente chamadas geneticamente modificadas GM).

O problema da esterilidade

Um dos mitos que circulam há mais de dez anos sobre estas sementes se representou recentemente em um artigo na edição inglesa de ZENIT firmado por Robert Moyniham [1]. O mito sustenta que as sementes produzidas através das modernas tecnologias são estéreis. Isto precisamente é um mito.

Em primeiro lugar, todos os métodos de melhora genética criam e usam variabilidade genética para obter cultivos com características melhoradas (por exemplo, maior resistência a insetos, a condições adversas como escassez ou excesso de água, ou inclusive resistência aos herbicidas) e por isso todos os cultivos apresentam profundas modificações genéticas. As novas variedades melhoradas com as biotecnologias modernas se devem portanto definir melhor como cultivos geneticamente engenheirizados (GE), porque as modificações genéticas são mais precisas e predizíveis que as que se faziam no passado.

Segundo e mais importante ponto, nenhum cultivo GE comercial se fez estéril para impedir os agricultores de reutilizar as sementes.

Terceiro, muitos cultivos, especialmente nos países mais desenvolvidos, cresceram a partir de sementes comerciais. Os agricultores compram as sementes por diferentes e simples razões. Em alguns casos é a própria biologia da planta a que determina a eleição: muitos cultivos (como milho, beterraba, arroz, girassol e a maior parte das hortaliças) são tipicamente, ou com frequência, segundo as espécies, cultivadas como híbridos F1. Isto significa que as sementes usadas para semear são o resultado de um cruzamento entre dois progenitores que são parecidos (normalmente duas variedades da mesma espécie) mas diferentes por diversos caracteres, como por exemplo a altura ou o rendimento [2].

O resultado do cruzamento é em geral uma planta vigorosa, com frequência muito mais vigorosa que ambos progenitores, e os rendimentos aumentam muito.

O exemplo mais claro é o milho, em que os rendimentos podem aumentar inclusive 2-3 vezes com respeito aos progenitores não híbridos. Infelizmente, o vigor do híbrido diminui rapidamente nas gerações sucessivas.

Por este motivo mais de 99% do milho cultivado nos países desenvolvidos é milho híbrido cuja semente os agricultores voltam a comprar a cada ano. Poderiam perfeitamente usar parte da colheita para semear no ano sucessivo, mas sabem que isto comporta uma baixa significativa do rendimento.

São portanto capazes de calcular a diferença entre as duas eleições (replantar a semente ou voltar a comprar nova semente) e a grande maioria decide voltar a comprá-las. Para outros cultivos, a situação está muito mais diversificada: o arroz e a colza crescem só em parte como híbridos, enquanto que para a soja e o trigo isto acontece muito raramente.

Inclusive quando um cultivo não é híbrido, os agricultores com frequência compram a semente porque sabem que a qualidade da semente é importante. Mas produzir boa semente é um trabalho duro. As sementes devem ser puras (sem sementes de herbáceas, por exemplo), devem germinar velozmente, de modo seguro e com uma porcentagem alta. Devem também estar livres de enfermidades (vírus, bactérias, fungos...) e insetos nocivos, ter um bom rendimento e ser capazes de suportar bem condições não ótimas como pouca chuva ou calor forte.

Se falta uma ou várias características a um pouco de sementes, então a colheita está em risco. Por isto há empresas cuja tarefa é a de produzir sementes de alta qualidade, de modo que tanto a empresa sementeira como o agricultor possam obter lucro.

Produzir estas sementes comporta gastos e portanto as sementes não podem ser simplesmente presenteadas, do contrário a empresa deixaria de existir. É o agricultor quem deve decidir se as sementes valem verdadeiramente o preço ou se produzem verdadeiramente o que custam. Com frequência portanto os agricultores fazem pequenas provas sobre novas variedades em uma ou duas estações seguidas antes de comprar uma grande quantidade para a semente. Primeiro querem verificar se a qualidade superior anunciada pela empresa corresponde à verdade.

Quando uma nova variedade encontra a aceitação dos agricultores, então podem estar seguros de que é uma boa variedade e de que o preço é razoável. Os agricultores - os compradores de sementes - são os que decidem se uma semente e a empresa que a produz terão êxito.

Segurança

Outro mito é que não há ainda dados para decidir se os cultivos GE são seguros para o homem ou o meio ambiente.

Após quase 15 anos de cultivos com fins comerciais (e mais de 25 anos de pesquisas sobre os cultivos GE), com um número de plantas cultivadas que gira em torno de 200 bilhões em uma superfície de 1 bilhão de hectares, podemos dizer que até hoje não houve danos maiores com respeito aos causados pelas variedades convencionais, e com frequência foram menores.

Várias academias nacionais e internacionais (Estados Unidos, Índia, Brasil, França, Alemanha, Inglaterra, Itália, China, México, a Pontifícia Academia das Ciências e a Academia do Terceiro Mundo) fizeram declarações a favor desta tecnologia.

Estas destacaram em particular os benefícios bem documentados e os potenciais para os agricultores pobres do mundo. Também numerosas sociedades científicas e organizações internacionais (WHO, FAO) (ver [3] uma lista longa mas incompleta) examinaram a questão e chegaram à conclusão de que, sobre a base da grande experiência acumulada e de milhares de publicações científicas, os cultivos GE não apresentam novos ou diferentes riscos com respeito às variedades convencionais e podem (e de fato o fazem) reduzir ou aliviar alguns dos impactos negativos da agricultura convencional.

O fato de que as plantas GE não compartilham novos riscos está ilustrado com o seguinte exemplo: Há diversas plantas tolerantes aos herbicidas que foram desenvolvidas com técnicas convencionais menos precisas e que foram aprovadas para os cultivos sem o longo e custoso processo requerido para as plantas GE (o processo inclui uma avaliação do risco e um processo de análise bem regulado que dura entre 5 e 10 anos com custos da ordem dos mais de 10 milhões de dólares). Estas variedades convencionais (por exemplo colza, girassol, arroz ou trigo) cultivadas sobre milhões de hectares apresentam o mesmo risco, e às vezes, a mesma modificação genética, que as plantas GE tolerantes aos herbicidas.

Benefícios

Em suma, os dados mostram de modo evidente que as plantas GE oferecem grandes benefícios. Os oferecem hoje em todo o mundo e de modo particular para os milhões de agricultores nos países em vias de desenvolvimento. De fato a grande maioria (90% de quase 13 milhões) dos agricultores que usam plantas GE são camponeses pobres dos países em vias de desenvolvimento, alguns dos quais em países africanos como Burkina Faso e África do Sul. [4]

Isto deveria ser matéria de reflexão para aqueles que espalham falsidades entre os africanos sobre as opções a sua disposição para o desenvolvimento agrícola. Os leitores indecisos são convidados a ler o livro de Robert Paarlberg Starved for Science. [5]

À luz do que se disse até agora cremos firmemente que não só é "uma obrigação moral permitir que estes países façam sua própria experimentação", como sugeria Pe. Gonzalo Miranda, professor de bioética na Universidade Pontifícia Regina Apostolorum, mas também que se lhes proporcionem instrumentos (a educação) para fazê-lo.

Também consideramos um luxo inútil, e por isso mesmo um pecado por parte dos países ocidentais, requerer uma regulação maníaca para esta tecnologia quando uma agricultura africana em parte estancada significa morte e desnutrição para muitos. A segurança alimentar para a África começa com produzir mais alimento. Agora.

* * *

Piero Morandi é pesquisador de Fisiologia Vegetal e professor de Biotecnologias Vegetais Industriais na Universidade de Milão.

Ingo Potrykus é presidente do comitê "Humanitarian Golden Rice" e Professor Emérito em Ciências Vegetais do Instituto Suíço Federal de Tecnologia.”

sábado, 7 de novembro de 2009

CIENTISTAS, "CIENTISTAS" E $IENTI$TA$

Depois que decaiu a verdade bíblica que imperava no mundo ocidental, ficou estabelecido como crença geral o vínculo ciência-verdade, principalmente pela revolucionária influência dos Iluministas, no século XVIII. Existe um senso comum de que qualquer informação provinda da ciência é sempre verdadeira e digna de crédito. Que a ciência traduz a realidade, sendo a fonte do conhecimento.
Mas esse conceito amplo, absoluto, não traduz a realidade científica. Ciência é uma busca, uma procura de explicação e descobertas. Pelo seu próprio método de trabalho, quando chega a um resultado, este nunca é definitivo; é apenas prevalente ou provisório para a ocasião. Prevalece até o momento em que novas descobertas são feitas.
O critério adotado pela ciência implica o enunciado de uma idéia aceitável – a conjectura ou hipótese – para, em seguida, evoluir criteriosamente para a teoria – estágio em que se agregam argumentos cientificamente válidos. A última etapa é a da experimentação, ou demonstração inquestionável, quando se consagra a teoria. Isso tudo é muito debatido, estudado, experimentado. E demanda um tempo enorme.
Não obstante, toda verdade científica pode receber alguma restrição quando se estabelece nova verdade sobre a questão. A verdade newtoniana tornou-se relativa com os trabalhos de Einstein. E estes também sofreram abalos com o surgimento da mecânica quântica. A função da ciência é descobrir e entender os meandros da misteriosa realidade cósmica.
Tivemos na História diversos cientistas que consagraram suas vidas ao estudo e pesquisas de várias disciplinas componentes desse conjunto a que chamamos Ciência. O mundo atual, para o bem ou para o mal, reflete as conseqüências das revelações feitas pelos cientistas. Toda a tecnologia empreendida tem seus fundamentos na utilização desses conhecimentos assim obtidos.
É comum, porém, o surgimento de “cientistas” que, embebidos da ânsia de notoriedade e projeção histórica – por força de pétreo e incurável narcisismo –, procederem sem o mínimo de escrúpulo em suas “artes científicas”. Para atingirem seus objetivos pessoais, forjam dados, situações, descobertas, e o que mais for necessário. Na semana final de outubro/09 informaram os noticiosos que um “famoso cientista” da Coréia do Sul foi, finalmente, condenado pela falsificação de conclusões em pesquisas patrocinadas pelo governo na área de clonagem de embriões. É famosa a farsa científica conhecida como o homem de Piltdown, na Inglaterra, pela qual dois “cientistas”, “descobriram” um crânio de antropóide e o impingiram como se fosse de um elo humanóide. Na época eles ficaram famosos, mas o fato foi exaustivamente pesquisado e encerrado, muitos anos depois, com a conclusão de que eles engendraram uma bem montada farsa.
Acautelemo-nos, portanto, com os pronunciamentos desses “cientistas”. Eles servem ao deus “Narciso” e, com isso, prejudicam enormemente a verdadeira ciência.
Mas a pior classe desses homens que se ocupam de ciências são os $ienti$ta$, e os há em abundância pelo mundo afora. Seu deus é o dinheiro. Pagando, tudo bem.
Para as grandes corporações econômicas, por si e pelos governantes que os representam, esses elementos são utilíssimos. É só chegar perto de um deles e dizer: “Quero um relatório científico sobre o assunto tal; quanto você quer?” Eles darão o preço, geralmente em milhões de dólares e perguntarão: “a favor ou contra?”. Comprar um cientista famoso fica mais caro. Tudo é questão de preço. O verdadeiro cientista não se vende nunca. Afinal, o dinheiro não é venerado somente pelos leigos. Um célebre ministro do governo de Getúlio Vargas, depois de várias vezes ser assediado por certa empresa, fabricante de lança-perfumes – cada vez oferecendo mais para revogar a proibição de venda desse objeto –, procurou o presidente e lhe disse: “arranje outro ministro para o meu lugar. A empresa está quase chegando a um preço a que não conseguirei resistir.”
Ultimamente, temos lido em diversos veículos de informação que o $ienti$ta Fulano, baseado em suas próprias pesquisas, concluiu que não há aquecimento global. Que o meio ambiente é propício e adequado ao crescimento econômico. Que isso e aquilo. Essas notícias são produto de gastos encomendados por integrantes do sistema econômico e, por isso, não merecem qualquer crédito. Os ambientalistas novos, de pouca experiência e informação, são facilmente influenciados por esses $ienti$ta$. A finalidade deles é justamente esta: semear desencontro de opiniões entre os ambientalistas. Entendemos que, como tudo o mais neste mundo, devemos separar o joio do trigo. Devemos desenvolver nossa capacidade e amplidão de conhecimentos para ter condições de distinguir quem são os cientistas, “cientistas” e $ienti$ta$”. Nossa meta não é somente a de defender o meio ambiente; é seguir o legítimo e verdadeiro enfoque científico, justamente para que nos possamos orientar na emergência por que passa nossa casa planetária.
Acautelemo-nos... acautelemo-nos...

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

NÃO ESTAMOS TÃO SÓS

O relatório do IPCC de fevereiro de 2007 foi um documento muito suave sobre a verdadeira situação ambiental do planeta. O rascunho, elaborado com base nos estudos de 2.500 cientistas, sofreu alterações bastante significativas por representantes de diversos paises. Alguns estranharão a presença e força desses paises na intromissão de um assunto exclusivamente científico. É que a reunião foi proporcionada pela ONU – clube internacional destinado a legitimar ações políticas e militares dos interesses econômicos mundiais – tendo os governos respectivos o direito de se representarem nas decisões dos cientistas.
É preciso que se entenda que os homens de ciência estão inseridos no sistema econômico. Cada um deles tem algum emprego, família, filhos e nenhum vai querer bancar em herói quixotesco. As conseqüências seriam lamentáveis.
Todo o rascunho do relatório passou pelo crivo dessa corporação de “oniscientes” governamentais. Como os governos são representantes da estrutura econômica, quem ditou os termos finais e definitivos foi o sistema vigente. Os paises que mais interferiram no assunto, foram os EE. UU., a Arábia Saudita e a Índia. Daí, é fácil calcular que alguns termos realísticos do relatório foram banidos. Naturalmente que os cientistas argumentaram, pediram, imploraram, mas o “punho de ferro” é que deu a última palavra.
Assim, por concessão bi-lateral, o foco do relatório passou a ser o “aquecimento global”, termo brando e suscetível de ser discutido e refutado por “cientistas” de encomenda, fáceis de ser encontrados e seduzíveis pelo metal sonante.
A realidade histórico-ambiental por que atravessamos é extremamente séria, muito mais incisiva do que ficou transpirado no citado documento. Aquecimento global é apenas uma das conseqüências; a mais imediata, a mais visível, a mais discutível, a mais maleável. A que aparece primeiro.
O meio ambiente do planeta não foi simplesmente construído; foi resultado de embate de forças cósmicas e locais. É, portanto, um sistema vivencial estabelecido pela atuação de forças naturais. Está em equilíbrio, sofrendo contínuas ações circunstanciais de alteração que, em conseqüência, produzem as reações adequadas de adaptação, gerando evoluções. Evolução não significa necessariamente melhorar, mas adequar-se. A qualificação “melhorar” ou “piorar” são avaliações antropocêntricas. Meio ambiente é, portanto, o ponto oscilante do equilíbrio necessário à Vida. Pode ser pontual, regional ou geral. As condições gerais são as essenciais, básicas, que abarcam toda a biosfera. E esta é tênue, cheia de limites, mas que se mantém graças aos fatores de equilíbrio. Eis a pedra de toque: equilíbrio. Isso não precisa ser explicado; todos sabem que sua perturbação produz o desequilíbrio, situação em que os elementos energéticos de um sistema quebram a estabilidade, estabelecendo o predomínio de forças caóticas.
O relatório do IPCC, se de livre manifestação, teria posto a situação sob o enfoque do equilíbrio vivencial e, como conseqüência, que as medidas a serem tomadas deveriam ser urgentes. Mesmo assim, lavrou um tento quando identificou o causador desse mal: a estrutura econômica, mas foi obrigado a suavizar seu nome, chamando-o de “causa antropogênica”. Com isso, distribuiu a culpa para todos, indistintamente.
Visto dessa forma, fica explicito que a situação histórica por que passa a humanidade é gravíssima. O sistema civilizatório atual, calcado numa estrutura socioeconômica, está desequilibrando todas as condições de vivência. E o desequilíbrio leva a Natureza a procurar outras condições para voltar à estabilidade, estabelecendo outras situações, completamente adversas à vida conhecida atualmente. Afinal, os interesses cósmicos se sobrepõem aos do “homo sapiens”.
Não há gratuidade nas considerações acima. Recentemente, tomamos conhecimento de diversas declarações que corroboram a visão externada de desequilíbrio e urgência. Segundo relatório da London School of Economics, por encomenda da ONG britânica Optimum Population Trust, o controle de natalidade para redução gradual da população mundial deve ser considerado na próxima Conferência de Copenhague. O presidente daquela ONG Roger Martin, acompanhado de personalidades importantes, como o naturalista Richard Attenborough e o cientista James Lovelock, declarou à BBC que esse assunto não é amplamente discutido porque é considerado, pelas esferas religiosas mundiais e pela ética social, um tabu, algo inteiramente irracional neste período histórico de decisões.
Informa ainda o relatório que, em termos de carbono, o mundo recebe, pelos nascimentos de humanos, 1,5 milhão por dia, ou 80 milhões por ano de novos emissores. Se a gravidez mundial for reduzida em 40%, isso equivale, até 2050, a 34 bilhões de toneladas de CO2.
Falar de antropogenia começa por referir ao seu ninho produtor: natalidade humana. Mas isso não atende aos interesses do sistema econômico; diminuiria muito o potencial consumidor.

sábado, 24 de outubro de 2009

PENSAMENTOS SOLTOS - DIÁLOGOS

– Como se chama esta cidade?
– Palmital.
– Por que Palmital?
– Porque aqui tinha muito palmito.
– Não tem mais?
– Não.


– Como se chama esta cidade?
¬– Belo Horizonte.
– Por que Belo Horizonte?
– Porque aqui tinha um belo horizonte.
– Não tem mais?
– Não.


– Como se chama esta cidade?
– Veredas.
– Por que Veredas?
– Porque aqui tinha muitas veredas.
– Não tem mais?
– Não.


– Daqui, a bordo desta espaçonave, dá pra ver diversos planetas. Você, que é pesquisar cosmológico, sabe me informar como se chama aquele planeta pequeno?
– Terra.
– Sabe se lá tem vida como no nosso?
– Tinha muitos tipos de vida.
– Não tem mais?
– Não.


– Papai, para que existem cachorros?
– Para morrer atropelados nas avenidas e estradas.
– Por que eles morrem assim?
– É o progresso, meu filho. O progresso...


– Isso é taxativo: para qualquer problema, a Natureza tem sempre uma solução. Aprendamos com ela.
– Eh! Mas, às vezes, a Natureza destrói!
– Bem, é porque, nesse caso, a destruição é a solução.


– O trânsito em São Paulo está insuportável. A cidade já não comporta tanto automóvel.
– Não. A cidade não tem tanto automóvel; tem é gente demais, fabricando e comprando automóveis.


– Estão informando que tem muita fome no mundo.
– Não. Não existe fome. O que existe é gente demais.


– A ONU informou que em 2050 a Terra terá 9 bilhões de habitantes e que haverá necessidade de aumentar a alimentação em 70%.
– Isso é fácil. É só construírem mais 70% de supermercados.


– O governador de Santa Catarina estabeleceu que a mata ciliar fosse reduzida de 30 para 10 metros.
– Acho que ainda é muito. Deveria ter reduzido para 3 milímetros.


– Um filho é apenas um filho.
– Não. É muito mais que isso. É você mesmo em desdobramento pela eternidade, desafiando o tempo.


– O casamento é uma associação igualitária.
– Não. O casamento, para o homem, é uma concessão; para a mulher, um privilégio; para os filhos uma necessidade.

terça-feira, 20 de outubro de 2009

NEGÓCIOS AMBIENTAIS VÃO BEM

A jornalista Miriam Leitão esteve na Inglaterra e nos dá notícias de que Londres é a capital mundial dos negócios ambientais.
Textualmente, informa que “Cape Farewell faz eventos culturais ligados à mudança climática. Futerra é uma agência de marketing sobre o tema. IPPR é um centro de estudos sobre o problema. The Climate Group, criado por Tony Blair, identifica negócios na área. The Carbon Trust dá selo de qualidade de baixo carbono”, acrescentando que, ao visitar tais empresas, não ouviu falar em crise econômica, havendo grande procura pelos seus serviços. Diz um dos entrevistados pela jornalista que “este não é um problema científico apenas. É político, econômico, social.” Acrescentaríamos que é um problema total, de conseqüências catastróficas.
A empresa Futerra cresceu tanto que já se tornou multinacional. É especializada em comunicação ambiental. Sua presidenta ensina que os cientistas falam de derretimento do gelo com a conseqüente elevação do nível dos mares e tragédias nos próximos 30 anos. Acrescenta que “ninguém quer saber. As pessoas não têm empatia por um bloco de gelo. Têm é por pessoas, por animais. O sonho mobiliza. Por isso, é preciso primeiro mostrar o sonho e mostrar que o estilo de vida sustentável é mais elegante e desejável”
A jornalista esclarece que “na semana que passei em Londres, vi uma sucessão de negócios e iniciativas que estão surgindo debaixo do guarda-chuva da mudança climática.”
É isso aí. O mundo empresarial está fazendo uso sórdido da própria desgraça. Enxerga a tragédia prevista como um filão de oportunidade de negócios lucrativos. É um sintoma cruel e incurável da estrutura socioeconômica em que vivemos. E essa estrutura é um equívoco civilizacional.
Está em plena ascensão a nova qualificação profissional “gestor ambiental” que ocupam cargos de gerência e até diretoria. A procura de tais acadêmicos tem sido grande pelas empresas que querem se manter “modernas” e “atualizadas”. As faculdades têm oferecido cursos pós graduação nessa área. Já li um programa escolar da espécie. Tudo é, em resumo, bla-bla-bla. A tônica é sempre o “desenvolvimento sustentável”, que, como já tivemos oportunidade de explicar, equivale a uma injeção de morfina aplicada diretamente no cérebro. E temos visto o resultado do trabalho desses profissionais nas etiquetas e manuais de produtos industrializados, nas propagandas, em eventos.
O empresariado brasileiro já enxergou que, com a provável candidatura de Marina Silva para a presidência, o foco, o tema, o assunto, o ambiente midiático, a linguagem, girará em torno da problemática ambiental, elevando-a de importância e relevo em todas as classes sociais. E já estão se movendo com mais empenho nesse rumo, porque pegam carona na divulgação publicitária. Para ilustrar o assunto abordado neste artigo, citamos resenha de alguns anúncios publicados, com destaque nesta semana, numa revista semanal de grande circulação: Walmart Brasil: “Sustentabilidade para o Walmart não fica só no papel.” Braskem: “Matéria prima usada em carros da fórmula 1: plástico reciclado. CPFL (Companhia Paulista de Força e Luz): “Produzir e utilizar energia de forma sustentável...” Coca-Cola: “Construção de fábricas verdes...” Itaú: “Criamos um fundo de investimento que contribui para o combate às mudanças climáticas.”
A desgraça alheia proporciona lucros a outros. Sempre foi assim. Mas, agora, com a identificação científica de que a humanidade está cavando a própria sepultura, a desgraça será total, envolvendo a todos, inclusive os demais seres vivos inocentes. Antevemos que a vingança da Natureza será terrível.

sábado, 10 de outubro de 2009

Horror e Indignação: Japão e Dinamarca promovem matança de golfinhos


(Transcrição do artigo de mesmo nome e autor, no blog coirmão "Formou? Disseca e Publica!") 


Difícil dizer qual dos dois casos é o mais chocante e revoltante: o dinamarquês ou o japonês. Ambos versam sobre o mesmo tema: massacres em massa de golfinhos, todos os anos, na mesma época. O primeiro, nas Ilhas Faroe, na Dinamarca, em nome de uma tradição viking que consiste em fazer com que centenas de jovens matem outras tantas centenas de golfinhos da espécie Calderon (aqueles mais dóceis e brincalhões, que ingenuamente se aproximam e fazem amizade com os humanos) e baleias bicudas. Isto é feito como rito de passagem dos jovens, da fase adolescente para a fase adulta. Nesse ritual o povo também participa, ajudando e parecendo se divertir diante de uma verdadeira carnificina, em que o mar se tinge do vermelho do sangue dos animais abatidos e que depois, agonizando ou já mortos, enfileiram-se nas areias da praia, como troféus. Neste caso, a coisa para os habitantes parece ser tão natural, que sequer existem restrições para fotos ou filmagens.


No segundo caso, o japonês, os fatos se dão nas Ilhas Honshu e os motivos já são de ordem econômica, pois um golfinho abatido para consumo da carne pode ser vendido por 500 dólares. Mas poderão alcançar até 1. 500 dólares, se forem vendidos para exibições em parques aquáticos, shows que são muito comuns em vários países, tanto ocidentais como orientais. A diferença do caso japonês para o dinamarquês é que no Japão essas atividades são clandestinas, escondidas do mundo, com total repressão a qualquer tipo de divulgação para o exterior. Fotos e filmagens são proibidas, sendo reprimidas até com violência, como aconteceu com uma equipe de ambientalistas dirigida pelo ex-treinador de golfinhos Ric O'Barney,  que documentou (secretamente e em verdadeiro estilo James Bond) todas as dificuldades por que passou a sua equipe, para conseguir raras imagens e fotos. O vídeo produzido foi tão checante e realista que recebeu vários prêmios mundiais de reportagens.

O que existe de comum nos dois casos são a enorme quantidade de animais mortos, com requintes de crueldade, pois são abatidos a pauladas depois de enleados em rede e a morte não é imediata, passando os golfinhos por vários minutos de agonia, onde se debatem e gemem, com gritos parecidos aos de crianças humanas. Vejam os dois vídeos e tirem as suas conclusões e se possível, emitam opiniões sobre o que acham das razões de fatos dessa natureza não serem amplamente divulgados mundialmente. Os vídeos, por minha absoluta falta de tempo pra traduzir e legendar, estão em Inglês, mas são de fácil entendimento porque as imagens falam por si só e saltam aos olhos. Antes, porém, um alerta: os vídeos contêm imagens fortes e chocantes, não sendo recomendáveis para pessoas sensíveis e crianças de menos de 14 anos. Ei-los:

Vídeo 1 - Matança de golfinhos nas Ilhas Faroe, Dinamarca:



Vídeo 2 - Matança de golfinhos nas Ilhas Honshu, Japão:



Diante do que vimos, resta-nos perguntar: No dia em que a escassez de alimentos se tornar mais aguda em decorrência da superpopulação planetária, quem os humanos matarão?

Fontes: International Fund for Animal Welfare; Seal Alert South Africa; Jornal Britânico Daily Mail (foto-Japão); ANDA - Agência de Notícias dos Direitos Animais; Pravda; Youtube (no vídeo); intelectual; vidavegetariana ; diversas (internet)

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